Águia-chilena

A águia-chilena é um ave da ordem dos accipitriformes da família Accipitridae.

Também conhecida como gavião-da-serra (Nordeste), águia-moura.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) geranos = grua, guindaste; e aetos = águia; e do (grego) melas = preto; e leukus = branco; melanoleucus = preto e branco. ⇒ Águia preta e branca.

Características

Atinge aproximadamente 68 cm de comprimento, possui quase dois metros de envergadura, dotada de asas compridas e cauda curta.
A águia chilena é identificada no voo por sua cauda em forma de cunha curta que projeta-se mal em suas asas longas e largas. Plana muito próximo a áreas montanhosas onde fica por muito tempo planando a procura de comida, conhecida também como gavião-pé-de-serra.

Subespécies

Possui duas subespécies:

  • Geranoaetus melanoleucus melanoleucus (Vieillot, 1819) - ocorre do Sudeste do Brasil até o Paraguai, Uruguai e no Nordeste da Argentina;
  • Geranoaetus melanoleucus australis (Swann, 1922) - ocorre na Cordilheira dos Andes do Oeste da Venezuela até a Terra do Fogo.

Alimentação

Essa ave apresenta um voo poderoso e veloz, dotada de grandes olhos, aspectos estes que auxiliam na caça às suas presas preferenciais, outras aves (como filhotes de joão-de-barro e andorinhões) , cobras e até mesmo pequenos mamíferos, como coelhos e mocós. Inclusive observou-se uma destas águias destruindo uma casa de joão-de-barro para se apoderar de seu conteúdo. Pode também comer carniça ocasionalmente, o que lhe confere a característica de ave saprófaga eventual. Em Belo Horizonte verificou-se que essa espécie se adaptou a consumir pombos domésticos.

Reprodução

Constrói seu ninho em escarpas rochosas com galhos secos. Os filhotes são alimentados durante seus primeiros 4 ou 5 meses de vida, sendo que as águias dão preferência à utilização de apenas um mesmo ninho por toda vida.

Hábitos

Habita montanhas e campos.

Distribuição Geográfica

Ocorre das Cordilheira dos Andes até o sul da Argentina. No Brasil pode ser encontrada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Bahia, oeste do Espirito Santo, Maranhão, Piauí, Ceará indo até o Rio Grande do Norte. Também encontrada no Mato Grosso do Sul, Alagoas, Sergipe e Pernambuco.

Referências

  • Aves de Rapina do Brasil - disponível em http://www.avesderapinabrasil.com/buteo_melanoleucus.htm Acesso em 14 mai. 2009.
  • Zorzin, G., C.E.A. Carvalho, and E.P.M. Carvalho Filho. 2007. Breeding biology, diet, and distribution of the Black-chested Buzzard-eagle (Geranoaetus m. melanoleucus) in Minas Gerais, southeastern Brazil. Pp. 40-46 in K.L Bildstein, D.R. Barber, and A. Zimmerman (eds.), Neotropical raptors. Hawk Mountain Sanctuary, Orwigsburg, PA. S.O.S. Falconiformes
  • Salvador-Jr., L.F.; Salim, L.B.; Soares, M.P. & Granzinolli, M.A.M. 2008. Observations of a nest of the Black-chested Buzzard-eagle Buteo melanoleucus(Accipitridae)in a large urban center in southeast Brazil. Revista Brasileira de Ornitologia 16(2): 125-130.
  • CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.

Galeria de Fotos